22 II CONGRESSO IBÉRICO DE OLEICULTURA vegetal permitiram aprofundar a forma como a eficiência agronómica se tornou um dos pilares fundamentais da rentabilidade futura do olival. O lagar de grande escala e a valorização de subprodutos como novas alternativas de otimização económica. Igualmente relevantes foram as contribuições relacionadas com a transformação industrial e a gestão do lagar. Os especialistas salientaram a crescente necessidade de monitorizar e medir todos os processos ligados à extração e elaboração do azeite, bem como a importância de combinar tecnologia, experiência e capacidade de tomada de decisões em tempo real para maximizar a qualidade e a rentabilidade. Digitalização e automatização industrial. Estas mesas redondas revelaram também a profunda evolução que o setor está a atravessar. Sensores, inteligência artificial, análise de dados e automatização de processos deixaram de ser apresentados como ferramentas do futuro para se tornarem elementos já plenamente integrados em muitas explorações e lagares de referência. Mercado e comercialização. Foi colocado em cima da mesa outro dos grandes desafios atuais: a necessidade de adaptar o modelo comercial a um cenário caracterizado por uma maior escala produtiva, concorrência internacional crescente e consumidores cada vez mais exigentes. Neste sentido, foram analisadas novas estratégias comerciais, tendências de consumo e fórmulas de diferenciação capazes de conferir maior estabilidade e rentabilidade ao setor. Sustentabilidade e valorização de subprodutos. Os participantes concordaram em salientar que o futuro do setor passa não só por produzir de forma mais eficiente, mas também por gerar valor acrescentado a partir da biomassa, dos bagaços, dos subprodutos e de novos modelos de aproveitamento energético. Mesa redonda ‘A exigência que a especificidade dos novos lagares impõe à formação e experiência da sua equipa’, moderada por Gonçalo Moreira, gestor de projetos da Olivum e gestor do Programa de Sustentabilidade do Azeite. Mesa redonda ‘A incidência do modo de cultivo: produtividade, colheita, natureza do fruto, na conceção e escala do lagar’, moderada por Pedro Martínez, CEO da IMS. Mesa redonda ‘O lagar de escala e a valorização de subprodutos como novas alternativas de otimização económica’, moderada por Rubén Garzón, CEO da Garzón Green Energy e agricultor.
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