22 FABRICO ADITIVO DO LABORATÓRIO PARA O CÉU como a UNIPS e a Wipro Lauak estão a acelerar o fabrico aditivo metálico aeronáutico em Portugal Em setores como o aeronáutico, o fabrico aditivo já é capaz de produzir componentes finais com geometrias complexas e leves, a partir de um modelo digital e com uma utilização mais eficiente dos materiais do que os processos subtrativos convencionais. No entanto, levar essa maturidade do laboratório para a fábrica exige intervenientes capazes de estabelecer a ligação entre a investigação e a indústria. É o caso da Universidade Politécnica de Setúbal, instituição de referência, anteriormente conhecida como Instituto Politécnico de Setúbal, que conta com uma equipa de docentes e investigadores composta por mais de 700 profissionais. “A missão da UNIPS é, em primeiro lugar, o ensino, uma vez que somos uma instituição de ensino superior. Mas temos também como objetivo apoiar as empresas através de serviços especializados e atividades de investigação”, explica Ricardo Cláudio, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Politécnica de Setúbal (UNIPS), antigo Instituto Politécnico de Setúbal. Esta dupla vocação — formar e transferir conhecimento — coloca a instituição numa posição estratégica para a modernização do tecido industrial português. Uma das áreas em que a atividade de I&D da UNIPS mais se destaca é o fabrico aditivo, uma aposta iniciada em 2014, com a aquisição da
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