BF11 - iAlimentar

29 TECNOLOGIAS PARA RASTREABILIDADE permitem seguir o rasto em caso de incumprimento ou defeito de fabrico, alguns, como a denominação legal (mel em favos, mel filtrado, mel centrifugado) ou o país de origem, permitem uma diferenciação perante o consumidor, bem como uma escolha baseada em critérios próprios”. RASTREABILIDADE CAMINHA PARA UMA GESTÃO AVANÇADA E SUSTENTÁVEL A rastreabilidade passou por uma transformação notável ao adotar sistemas baseados em tecnologias de informação e comunicações (TIC). 2024 poderá ficar marcado como o ano em que novas tecnologias integram o processo da rastreabilidade, dizem os fornecedores de soluções tecnológicas. Atualmente, as tecnologias mais utilizadas assentam no código de barras, no RFID, no GPS e na Internet das Coisas (IoT), afirma Cláudio Marinho, gestor de projetos e dono de produto na Infos. O código de barras é praticamente universal e eficaz, utilizando códigos para identificar e armazenar informações sobre o produto. Com o RFID é possível rastrear em tempo real através de sensores que utilizam ondas de rádio para transmitir dados. Já o rastreamento por GPS permite localizar produtos ao longo da cadeia de abastecimento, enquanto a tecnologia mais recente, o IoT, começa a admitir a conexão de objetos à Internet, somada ao rastreamento em tempo real, a coleta de dados. Para 2024, as tendências tecnológicas para a rastreabilidade incluem a generalização da IoT, a integração de tecnologias como RFID, os códigos de barras e códigos QR, blockchain e análises avançadas, como elenca Felicidade Ferreira, que explica que esta convergência tecnológica aumentará a precisão, a rapidez e a confiabilidade dos processos de rastreabilidade. As empresas passarão a ter uma visão abrangente e em tempo real da cadeia de abastecimento. Além disso, os sistemas de rastreabilidade deverão ser integrados com as plataformas de gestão empresarial – por exemplo planeamento de recursos empresariais (ERP) – para "otimizar a eficiência operacional, sincronizando a rastreabilidade com outros aspetos cruciais da gestão empresarial", continua a responsável da Cegid. Dados independentes, citados por Diogo Cardoso, managing partner da Toshiba JaJa, destacam também a crescente adoção de tecnologias IoT, blockchain, e ainda a melhoria da inteligência artificial (IA) para análise de dados em tempo real. Na prática, os algoritmos de aprendizagem automática (ML) irão identificar padrões e anomalias em grandes conjuntos de dados. O blockchain permitirá a partilha de dados de rastreabilidade com segurança e transparência e a IA abrirá portas à automatização de tarefas e a insights mais profundos, mediante algoritmos avançados. De uma perspetiva mais abrangente, o Gartner apresentou ideias tecnológicas para a gestão da cadeia de abastecimento, nas quais aponta algumas tendências aplicáveis à rastreabiliFoto: © Cegid. alimentação humana, mas também de tudo o que tem que ver com a alimentação animal. A rastreabilidade “tem evoluído de um sentido estritamente normativo, focado no cumprimento da lei, para outro mais aberto também à comparação e diferenciação entre operadoras pela forma como cumprem as normas”, explica Felicidade Ferreira, diretora de small & midmarket na unidade de negócio SMB & CPA da Cegid em Portugal e Cabo Verde. No passado, aplicavam-se sistemas manuais ou baseados em códigos de barras. Hoje, o processo é mais preciso e eficiente graças à adoção generalizada da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) e de sistemas de gestão de dados mais avançados. Felicidade Ferreira ilustra esta evolução com o exemplo de um frasco de mel. Para o rastrear, "a sua rotulagem deve incluir a denominação legal, o nome e endereço da empresa do setor alimentar, a quantidade líquida, a data de durabilidade mínima, o lote, o local de origem ou proveniência e o número de registo/marca de identificação. Se a maior parte destes elementos

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