52 REGADIO E REGA SUSTENTÁVEL ‘Água que Une’: da Estratégia à obra Há três meses, na Ovibeja, num debate que a FENAREG promoveu sob o título ‘O Regadio sem PAC’, deixámos um aviso claro: não existe plano B para o regadio. Por isso, a mensagem central que a FENAREG deixa agora, com a Estratégia ‘Água que Une’ e o seu executor já em letra de lei, é uma só: é preciso avançar para a execução. José Núncio, presidente da FENAREG - Federação Nacional de Regantes de Portugal Portugal precisa de 2.000 milhões de euros até 2030 para modernizar e expandir o regadio coletivo. A realidade orçamental aponta para um bloqueio total do investimento no setor. Os números não mudaram desde então. O investimento continua estagnado, mas o quadro legal começou, finalmente, a mexer. Recordemos os números, porque são eles que dão a medida do problema: o PEPAC tem apenas 154 milhões de euros disponíveis para o regadio, enquanto que nos ciclos anteriores havia 384 milhões de euros do PDR2020 e 722 milhões de euros do PRODER. Esta dotação já está comprometida em 177%, herdando 272 milhões de euros de encargos de 139 projetos transitados do PDR2020, pelo que faltam 118 milhões de euros só para cumprir os compromissos já assumidos. A este valor acrescem mais 20 milhões de euros (reforçados para 60 milhões de euros) que estão comprometidos para responder aos danos causados pelo ‘comboio de tempestades’. Adicionalmente, falta ainda resolver as infraestruturas que ficaram fora das regras do PEPAC, orçamentadas em cerca de um milhão de euros. Isto significa que não há qualquer margem para novos investimentos através da PAC. Há também sinais claros de que o regadio coletivo poderá não ser incluído no próximo ciclo da PAC
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