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46 MERCADO HORTOFRUTÍCOLA Lusomorango aposta num plano ambiental para preparar os produtores para os desafios do futuro O VIII Colóquio Hortofrutícola, integrado na programação da Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira (FACECO) e promovido pela Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos, em associação com a Universidade Católica Portuguesa, teve como tema ‘Reconstruir, Produzir, Crescer: Ambição e Sustentabilidade’. O VIII Colóquio Hortofrutícola reuniu representantes do Governo, autarquia, academia, empresas, organizações do setor e produtores de pequenos frutos para debater os principais desafios da agricultura portuguesa, desde a gestão da água e adaptação às alterações climáticas até à competitividade, inovação e políticas públicas necessárias para suportar o crescimento do setor. O encontro foi marcado pela apresentação do Plano de Gestão Ambiental da Lusomorango, desenvolvido no âmbito do seu recentemente aprovado Programa Operacional 2026-2028. Na abertura do Colóquio, o presidente da Lusomorango, Loic de Oliveira, afirmou que a agricultura portuguesa enfrenta desafios cada vez mais complexos, exigindo uma resposta conjunta dos produtores, Estado e União Europeia: “o Plano de Gestão Ambiental da Lusomorango é mais uma resposta à necessidade de preservação da biodiversidade, sustentabilidade e aumento da resiliência da atividade”. Sublinhando que os agricultores continuam a investir em conhecimento, tecnologia e prevenção do risco, mas que existem desafios que não podem ser ultrapassados apenas pelo setor produtivo, o responsável defendeu que "precisamos de políticas públicas que promovam a gestão do risco. Precisamos de rever o sistema de seguros agrícolas. Precisamos de instrumentos que sejam financeiramente acessíveis e que respondam à realidade das produções agrícolas”, lamentando que os apoios se tenham revelado “insuficientes, tardios e, em muitos casos, inexistentes para responder à dimensão das perdas “provocadas pelas intempéries de 2025 e 2026". Loic de Oliveira identificou três constrangimentos que condicionam o crescimento da fileira: "água, burocracia e pessoas”. É preciso concretizar a Estratégia ‘Água que Une', modernizar o Perímetro de Rega do Mira e garantir as interligações hídricas previstas para reforçar o abastecimento do Sudoeste Alentejano, afirmou. "Sem água não existe agricultura. E sem agricultura não existe território”. O presidente da Lusomorango apelou, pois, a uma administração pública Loic de Oliveira, presidente da Lusomorango.

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