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CONFERÊNCIA TÉCNICA DA VINHA 19 comportamento das videiras e a otimizar a sua resposta perante fatores como o défice hídrico, as temperaturas extremas ou outras situações de stress. “A tecnologia deixa de ser um custo e passa a ser um fator ultracompetitivo”, afirmou Rui Costa Martins. Do lado dos produtores, Miguel Cachão, técnico da Associação de Viticultores do Concelho de Palmela (AVIPE), partilhou a experiência da associação na introdução de tecnologias de monitorização e recolha de dados junto dos viticultores da região. O responsável reconheceu que os custos e a complexidade de algumas soluções continuam a ser obstáculos, sobretudo para os produtores de menor dimensão. De qualquer modo, defendeu que a demonstração prática dos benefícios continua a ser a forma mais eficaz de promover a adoção destas ferramentas. A questão do financiamento marcou igualmente o debate. Os participantes consideraram que os apoios públicos vão continuar a ser determinantes para acelerar a modernização tecnológica das explorações, sobretudo num contexto de margens cada vez mais reduzidas. Para Miguel Cachão, a ação das associações pode desempenhar um papel decisivo ao facilitar o acesso dos pequenos produtores a serviços e tecnologias que, individualmente, seriam mais difíceis de implementar. Paralelamente às sessões técnicas, os momentos de networking permitiram estreitar contactos entre produtores, fornecedores, investigadores e restantes agentes da fileira, reforçando a componente prática e colaborativa da conferência. n A Conferência Técnica da Vinha 2026: ‘Tecnologia, clima e sustentabilidade na vitivinicultura do futuro’ é dinamizada no âmbito dos Encontros Profissionais B2B da Induglobal, do Grupo Interempresas, com o suporte técnico da Fakoy. "O futuro da viticultura dependerá cada vez mais da capacidade de transformar dados em decisões" - José Silvestre

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