CONFERÊNCIA TÉCNICA DA VINHA 13 Politécnico de Setúbal e destacou- -se pela diversidade de perspetivas reunidas em palco. Da investigação científica à experiência de campo, passando pelas novas soluções tecnológicas e pelas exigências regulatórias, a conferência promoveu uma reflexão alargada sobre os caminhos que poderão reforçar a competitividade e a resiliência das explorações vitícolas nos próximos anos. A iniciativa contou ainda com a parceria estratégica de algumas das principais entidades ligadas à investigação, ao conhecimento e ao desenvolvimento do setor, entre as quais o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS), o Instituto Superior de Agronomia (ISA), o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR) e o Linking Landscape, Environment, Agriculture and Food (LEAF). O Crédito Agrícola e a CarmoFarm apoiaram o encontro como patrocinadores premium, juntando-se à Biostasia e à Consulai (patrocinadores) e à colaboração da Fertiberia Tech – ADP Fertilizantes. DA “TEMPESTADE PERFEITA” AO “MAR DE OPORTUNIDADES” A sessão de abertura ficou marcada por uma mensagem transversal aos diferentes intervenientes: a vitivinicultura atravessa um período de mudança profunda, mas também de oportunidades para quem conseguir adaptar-se aos novos desafios. Coube a Gabriela Costa, diretora da Revista Agriterra, sublinhar a relevância do momento para um setor confrontado com as alterações climáticas, o aumento dos custos de produção, a escassez de recursos e a crescente pressão dos mercados. “Produzir uvas e vinho de qualidade, assegurando sustentabilidade ambiental e eficiência produtiva, é hoje um desafio central”, afirmou. Em representação do ministro da Agricultura e Mar, o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Francisco Toscano Rico, traçou um retrato exigente da conjuntura que o setor enfrenta a nível internacional. Referindo-se aos debates recentes da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), descreveu o atual contexto como uma possível “tempestade perfeita”, marcada pela descida do consumo e das exportações em vários mercados. Ainda assim, defendeu uma visão otimista, considerando que existem condições para transformar as dificuldades em oportunidades. Uma das questões que destacou foi a alteração dos hábitos de consumo, sobretudo entre as gerações mais jovens. Recordando uma recente deslocação a França, observou que era o único cliente de uma esplanada a consumir vinho, um episódio que utilizou para ilustrar a necessidade de o setor repensar a forma como comunica com os consumidores. “Temos de refletir sobre a forma como estamos a comunicar o vinho.”. Ao longo da sua intervenção, Francisco Toscano Rico insistiu na ideia de que a competitividade da fileira começa Uma plateia de produtores, técnicos, investigadores, empresas e representantes de entidades do setor assistiu ao debate sobre os desafios e oportunidades da vitivinicultura.
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