BM31 - InterMETAL

56 LASER A Europa está a ficar para trás no combate aos PFAS poderão os lasers ajudar a recuperar terreno? Os lasers de femtossegundos podem ser utilizados para substituir determinados revestimentos que contêm substâncias per- e polifluoroalquiladas (PFAS), também conhecidas como ‘químicos eternos’. Ao emitir impulsos extremamente curtos, os lasers criam texturas à escala micro e nano que podem conferir propriedades hidrorrepelentes às superfícies sem necessidade de aplicar um revestimento fluorado. No início de julho, a organização ambiental ClientEarth apresentou uma queixa por violação dos direitos humanos contra a Bélgica devido à poluição provocada por PFAS, refletindo a crescente pressão a nível mundial para restringir estes ‘químicos eternos’ tóxicos. Segundo especialistas da Litilit, uma startup especializada em lasers de femtossegundos, sediada em Vilnius, Lituânia, o abandono progressivo destas substâncias tóxicas exigirá também uma adoção mais rápida de lasers de nova geração. A preocupação com os produtos químicos tóxicos foi igualmente destacada num relatório recente do European Environmental Bureau, que reúne 190 organizações da sociedade civil de 41 países. O documento conclui que a Europa está a ficar para trás na execução de um roteiro destinado a reduzir a utilização de produtos químicos perigosos, incluindo as substâncias per- e polifluoroalquiladas (PFAS). Os PFAS – frequentemente designados por ‘químicos eternos’, devido à sua capacidade de permanecerem no ambiente durante muitos anos – são utilizados numa grande variedade de produtos, como cosméticos, brinquedos, mobiliário e têxteis, graças à sua resistência a temperaturas extremas e à corrosão. Contudo, estão também associados a efeitos adversos graves, incluindo um aumento do risco de cancro, doenças hepáticas e renais, problemas de desenvolvimento nas crianças e outras consequências para a saúde. Em 2022, a Europa anunciou um roteiro para proibir os PFAS e alargar as restrições à sua utilização. No entanto, o relatório do European Environmental Nikolajus Gavrillinas, cofundador e CEO da Litilit. Fonte: Litilit.

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx