11 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.INTERMETAL.PT • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER rEGraph cria plataforma para reaproveitar elétrodos de grafite na indústria de moldes O projeto rEGraph, liderado pela Moldata e cofinanciado pelo Compete 2030, está a desenvolver uma plataforma automatizada para reaproveitamento de elétrodos de grafite usados na indústria de moldes. A iniciativa visa reduzir resíduos e promover práticas de economia circular num setor onde estes componentes são, regra geral, de utilização única. A solução integra inteligência artificial, bases de dados tridimensionais e análise geométrica para monitorizar o ciclo de vida dos elétrodos e identificar novas aplicações. Atualmente, a ausência de rastreabilidade e valorização destes materiais contribui para o seu descarte em aterro, aumentando o impacto ambiental da indústria. A plataforma analisa propriedades físicas e químicas dos elétrodos usados, propondo a sua reutilização no fabrico de novos moldes e componentes. O consórcio envolve nove entidades, entre empresas e centros de investigação, combinando tecnologias como Big Data e Advanced Analytics. Segundo António Gameiro, gerente da Moldata, o projeto “transforma resíduos industriais em recursos”, permitindo reduzir custos e melhorar a eficiência produtiva. Com o apoio do Compete 2030, a iniciativa visa contribuir para uma indústria mais competitiva, digital e sustentável, reforçando o papel de Portugal como referência na produção de moldes na Europa. União Europeia acorda novas regras para proteger indústria do aço e reduzir importações O Conselho da União Europeia e o Parlamento Europeu alcançaram um acordo provisório para um novo regime de proteção do mercado do aço, destinado a substituir as atuais salvaguardas após junho de 2026 e a mitigar os efeitos da sobrecapacidade global. O novo regulamento prevê uma revisão dos contingentes pautais (TRQ), com uma redução de cerca de 47% nas quotas de importação face a 2024 (18,3 milhões de toneladas) e o aumento das tarifas para 50% sobre volumes excedentários. A medida visa limitar a entrada excessiva de aço, mantendo acesso controlado para parceiros tradicionais. No primeiro ano, quotas não utilizadas poderão transitar entre trimestres, reforçando a flexibilidade das cadeias de abastecimento. A partir daí, a Comissão Europeia avaliará a continuidade deste mecanismo com base na evolução do mercado. Destaca-se ainda a introdução do princípio ‘melt and pour’, que identifica a origem real do aço, reforçando a transparência e combatendo práticas de evasão comercial. O regulamento mantém o âmbito atual de produtos, mas prevê revisões periódicas e possível inclusão de novos segmentos, como tubos e fios. Inclui também mecanismos de monitorização contínua. Em paralelo, a UE reafirma a intenção de reduzir a dependência da Rússia nas importações de aço. A entrada em vigor está prevista para 1 de julho de 2026, num contexto de forte pressão sobre uma indústria que emprega cerca de 300 mil pessoas na Europa.
RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx