REPORTAGEM | AGRITECH 26 DA CHAPA À MÁQUINA ACABADA: POR DENTRO DA FÁBRICA DA GALUCHO A terceira edição do Dia de Campo da Galucho arrancou com visitas à fábrica, na sede da empresa em São João das Lampas, organizadas em vários grupos para acolher as mais de três centenas de participantes. Guiado por Rui Geraldes, industrial manager da Galucho, o grupo que a Agriterra integrou percorreu diferentes áreas da unidade, acompanhando o percurso dos materiais até à produção, pintura e montagem. A visita começou na secção de corte e quinagem. A Galucho dispõe de processos tradicionais, como guilhotinas e serrotes, mas também de laser e plasma. O laser trabalha atualmente em três turnos, seis dias por semana, com elevada utilização. Por isso, a empresa está a planear a aquisição de um novo laser, num investimento superior a um milhão de euros, avançou Rui Geraldes. O plasma permite cortar peças até 12 metros, nomeadamente componentes de chassis e laterais de equipamentos de transporte. A chapa utilizada pela empresa tem proveniência 100% europeia. Na área das alfaias agrícolas, os visitantes observaram uma produção onde a soldadura tem uma componente importante de robotização. “Temos uma parte importante da produção robotizada, concretamente a soldadura”, explicou o diretor de produção, acrescentando que a Galucho pretende avançar ainda mais na automatização, para responder às dificuldades de mão de obra e melhorar a qualidade através da standardização dos processos. A maior parte da produção destes equipamentos envolve também moldes, utilizados para aumentar a produtividade e garantir flexibilidade na execução e montagem. Seguiu-se a secção dos reboques agrícolas, que a empresa está a potenciar para conseguir dar uma resposta mais atempada aos clientes. A área tem capacidade para produzir dezenas de reboques por mês. Foi também aqui que Rui Geraldes explicou a construção do novo NK. Os chassis são soldados por robô e a caixa é depois produzida na divisão de transportes. O responsável explicou que o NK segue "uma nova filosofia de construção, mais próxima da utilizada nos transportes", com uma caixa em Hardox e maior robustez. A visita prosseguiu pela secção de transportes, uma área que nos últimos seis a sete anos, “cresceu 25 vezes — e não 25%”, como notou Rui Geraldes. O crescimento da atividade de transportes em Portugal e Espanha fez com que esta área da empresa já tenha ultrapassado a da agricultura. Na secção de material agrícola, os participantes acompanharam as fases de acabamento. Depois da produção, os equipamentos passam pela capagem, automática nos chassis e peças maiores e manual nas mais pequenas. Seguem-se a pintura e a montagem final. A empresa está a trabalhar numa organização da linha com uma “filosofia automóvel”, procurando que o operador se mova o menos possível e que seja o material a fluir. Esta será a próxima linha a passar a dois turnos, numa aposta na produtividade, e a Galucho tem em vista a aquisição de uma quarta cabine de pintura. A visita incluiu ainda a área de máquinas CNC (Controlo Numérico Computorizado), isto é, das máquinas-ferramenta controladas por computador, utilizadas para maquinar peças com precisão. Na secção de automação, Rui Geraldes destacou a capacidade interna da empresa nesta área: “temos know-how interno para produzir todas estas peças maquinadas, que depois vão ser incorporadas em conjunto”. O percurso mostrou, assim, os processos que estão por trás das máquinas apresentadas no Dia de Campo, permitindo aos participantes conhecer por dentro uma parte da estrutura industrial que suporta a produção da Galucho. solo, incorporação de resíduos e culturas de cobertura, consolidação e sementeira, distribuição de chorume, transporte de materiais e transporte de gado. As demonstrações ao vivo deram aos distribuidores, parceiros e agricultores presentes a possibilidade de acompanhar os equipamentos em funcionamento e conhecer diretamente as soluções da gama agrícola da Galucho. Como sublinhou, no Aeródromo da Tojeira, Nuno Gama Lobo “um evento destes não se faz sem dedicação e, acima de tudo, sem uma equipa comprometida”. O CEO da Galucho falava no momento de apresentação da gama NK, reiterando que se trata de “um equipamento para o futuro, com uma qualidade de construção diferenciada” que “graças ao trabalho dos nossos distribuidores e parceiros, será um sucesso de vendas”. Com esta apresentação, a fabricante de soluções agrícolas e de transporte colocou em destaque uma oferta alargada, com equipamentos de diferentes dimensões e funções e várias possibilidades de configuração. Do NK, vocacionado para o transporte e descarga de materiais, ao Cambridge, orientado para operações de grande largura, passando pelas soluções de mobilização e nivelamento, o Dia de Campo 2026 serviu de montra para as oito novidades Galucho e para a sua aplicação prática no terreno. n
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