71 CIÊNCIAS AGRÁRIAS A agronomia preditiva permite antecipar pragas, otimizar a rega e melhorar a gestão dos recursos naturais. Tudo isto com um objetivo claro: produzir mais e melhor, utilizando menos recursos e preservando a biodiversidade. O projeto AgriTechEdu, iniciado em 2024 e liderado pelo ISA, é uma resposta ao desafio europeu de capacitar pessoas para competências digitais e tecnológicas nas Ciências Agrárias. O AgriTechEdu veio dotar o ISA com tecnologia de ponta, elevando a aprendizagem a um novo patamar. Esta visão de hub dinâmico de aprendizagem, aberto à comunidade, ganha expressão no Living Lab da Tapada da Ajuda, o primeiro integrado numa instituição de ensino superior portuguesa a fazer parte da Rede Europeia de Living Labs. Neste ecossistema de inovação aberta, empresas, investigadores e estudantes testam tecnologias verdes e digitais em contexto real. Um dos exemplos é o projeto desenvolvido com a Galp para avaliar o impacto de painéis fotovoltaicos instalados na vinha do ISA. A formação tecnológica estende-se também à sociedade através do Open Campus do ISA, iniciativa lançada em 2023 para promover a aprendizagem ao longo da vida. Desde robótica agrícola e análise de dados até temas como provas de azeites virgens ou dieta mediterrânica, a oferta responde às necessidades de profissionais, estudantes e cidadãos. “Cada vez mais somos procurados por profissionais para upskilling (qualificação adicional) e reskilling (requalificação), mas também por cidadãos interessados em aprender por pura curiosidade, é um open campus para todos. O nosso objetivo é estruturar uma oferta robusta e contínua de microcredenciais e de formação ao longo da vida”, afirma Madalena Lordelo. O ISA figura no Ranking de Xangai, uma das classificações de ensino superior mais prestigiadas e antigas do mundo, entre as 100 melhores instituições do mundo em Ciências Agrárias. FORMAR TALENTO PARA ALIMENTAR O PAÍS E O MUNDO A relevância do ISA mede-se também pelo impacto dos seus diplomados. A empregabilidade dos estudantes formados no ISA é praticamente 100% e desempenham funções em setores fundamentais para a economia portuguesa, da alimentação à floresta, passando pela gestão do território e pela sustentabilidade ambiental. “Há empresas como a Corticeira Amorim ou a The Navigator Company que procuram ativamente engenheiros florestais de excelência, como os que aqui são formados”, exemplifica Madalena Lordelo. A integração de estágios curriculares em todas as licenciaturas e o reforço do contacto com empresas, através da promoção regular de colóquios, workshops e webinars no ISA, contribuem para uma formação sólida e alinhada com as necessidades do mercado. A alumnISA, a associação de antigos alunos do ISA, é fundamental na ligação da escola ao mundo empresarial. O FUTURO PASSA PELA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL Depois de concluído este ciclo de modernização, o ISA deverá entrar numa nova etapa de crescimento e inovação. “Acabámos de criar um assistente virtual no website do ISA, para facilitar a interação entre potenciais estudantes e atuais estudantes do ISA com a nossa Divisão Académica”, exemplifica Madalena Lordelo. O caminho futuro passa por consolidar uma cultura de atualização curricular permanente, integrar cada vez mais inteligência artificial nos modelos de ensino e avaliação e aproximar ainda mais o ISA dos estudantes do ensino secundário, através de experiências imersivas. Na ligação com a comunidade, as prioridades passam por expandir o Living Lab e reforçar a oferta da formação ao longo da vida (Open Campus). Num campus único de 100 hectares no centro de Lisboa, onde convivem ciência, natureza, inovação, vida académica e desporto, o ISA forma profissionais capazes de responder a alguns dos maiores desafios do século XXI. Produzir alimentos, gerir florestas, proteger a biodiversidade e utilizar a tecnologia para tornar os recursos naturais mais sustentáveis. Porque o futuro não se espera: constrói-se. n Robô agrícola e painéis solares na vinha do ISA.
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