BA27 - Agriterra

36 6 a 14 de junho Santarém Feira Nacional de Agricultura Feira do Ribatejo frutos. Acompanhe, no próximo número da Revista Agriterra, a segunda parte desta reportagem, com as projeções de algumas das mais relevantes empresas do setor para o futuro da agricultura nacional. para dar visibilidade à nova identidade visual dos equipamentos, refletindo a estratégia de modernização, inovação e reforço do posicionamento da marca no mercado”, sublinha Tiago Carreira, concluindo: “a receção por parte dos visitantes e parceiros foi bastante positiva, reforçando a confiança na evolução da marca”. LUSOMORANGO “Abordámos alguns dos temas mais estruturantes para o futuro da agricultura" Já Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango, traça um balanço “muito positivo e, diria, particularmente simbólico para toda a fileira dos pequenos frutos”. Pela primeira vez, a FNA colocou os pequenos frutos no centro da sua programação, “reconhecendo a importância crescente deste setor para a agricultura e para a economia portuguesa. Só esse facto representa um sinal muito relevante do caminho que a fileira tem vindo a percorrer”, nota. Ao longo da semana, a Lusomorango promoveu e participou em diversas iniciativas que “abordaram alguns dos temas mais estruturantes para o futuro da agricultura: a sustentabilidade, a inovação, a investigação, o mercado, a organização da produção e o impacto económico do setor”. O objetivo, “plenamente alcançado”, foi contribuir para um debate informado sobre o futuro do setor e sensibilizar decisores públicos e privados para a necessidade de criar condições que permitam continuar a crescer de forma sustentável, explica. Em destaque, a apresentação do estudo desenvolvido pela EY-Parthenon sobre os ‘Impactos da produção e comercialização de pequenos frutos em Portugal’, uma “avaliação rigorosa e quantificada do contributo desta fileira para o país” que confirma “que estamos perante uma das fileiras mais dinâmicas, exportadoras e relevantes da agricultura portuguesa”. A apresentação deste estudo permitiu demonstrar que os pequenos frutos “são uma fileira económica estruturante, cujo impacto se estende muito para além das produções agrícolas, beneficiando fornecedores, logística, comércio, indústria, restauração e muitos outros setores da economia”. Igualmente importante foi a apresentação do trabalho desenvolvido no Centro de Investigação para a Sustentabilidade (CIS), um projeto colaborativo “que demonstra como a investigação aplicada pode responder aos desafios concretos da agricultura, desde a eficiência hídrica à agricultura de precisão, passando pela biodiversidade, pelos sistemas agrivoltaicos e pela robótica”, defende Joel Vasconcelos. Afirmando que o CIS “representa uma nova forma de fazer investigação agrícola, aproximando produtores, empresas e comunidade científica para testar soluções em contexto real”, o CEO da Lusomorango avança que “os resultados alcançados mostram bem o potencial desta abordagem”. Como refere, “recriámos [na FNA] um túnel de produção, inspirado nas condições reais de cultivo dos pequenos frutos, permitindo aos visitantes conhecer de perto o ambiente onde decorrem os ensaios de investigação e a produção agrícola”. O espaço recebeu milhares de visitantes ao longo da feira. A Lusomorango apresentou ainda a sua visão para os próximos anos, suportada pelo maior programa operacional alguma vez aprovado para uma organização de produtores em Portugal, no valor de 28,1 milhões de euros, para o período 2026-2028. n

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