BP28 - InterPLAST

51 Pode partilhar alguns dos desenvolvimentos mais promissores ao nível das matérias-primas que a BASF está a explorar? Um dos avanços mais relevantes da BASF é o desenvolvimento do primeiro PBAT com 100% de matéria-prima renovável atribuída através da abordagem certificada de balanço de biomassa (BMB). Trata-se de um biopolímero compostável certificado, em que a matéria-prima provém da biomassa no início da cadeia de valor. Estas matérias-primas renováveis provêm de resíduos orgânicos e biomassa residual, promovendo a utilização de correntes secundárias em vez de culturas dedicadas. A atribuição da matéria-prima renovável ao grau ecoflex é feita através de uma abordagem de balanço de massa certificada de acordo com os esquemas REDcert2 e ISCC PLUS. Em aplicações que não requerem um fim de vida orgânico, a BASF também desenvolveu, juntamente com os seus parceiros, artigos fabricados com materiais 100% reciclados para setores sensíveis, como o calçado, o têxtil, a embalagem ou o automóvel. Existem programas de investigação ou colaborações com centros europeus ou ibéricos neste domínio? Frequentemente, tenta-se equiparar tecnicamente os materiais com fim de vida orgânico aos materiais tradicionais. Isto pode gerar algum descrédito em relação aos compostáveis, uma vez que apresentam prestações diferentes. Não são melhores nem piores, simplesmente respondem a funções diferentes. Os plásticos tradicionais de origem renovável mantêm prestações semelhantes às dos seus equivalentes fósseis, enquanto os materiais com fim de vida orgânico devem cumprir requisitos específicos para obter as suas certificações. A BASF mantém um contacto permanente com centros de investigação ibéricos, que constituem um polo dinâmico para o desenvolvimento de novas aplicações no campo dos plásticos. A nossa abordagem consiste em combinar o know-how da BASF com o desses centros e colocá-lo ao serviço dos clientes que precisam de novas especificações para serem competitivos e inovadores. Estamos sempre disponíveis para desenvolver novas aplicações, mesmo as mais complexas, como soluções de barreira para embalagens ou outras aplicações técnicas. Quais os principais obstáculos à adoção destes materiais? A questão fundamental é o que esperamos dos materiais. Se o objetivo é reduzir a acumulação no solo,

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