23 ESTUDO DE MERCADO a afirmar-se como pilares da evolução tecnológica do setor, mas com uma abordagem cada vez mais pragmática. Para Tiago Coelho, o mercado procura “soluções eficientes, acessíveis e integráveis na realidade produtiva”, onde a estabilidade do processo e a capacidade de controlo em tempo real são determinantes. Na mesma linha, Alex Freixa reforça que a tecnologia deixou de ser um fim em si mesmo: “não se pede tecnologia pela tecnologia, mas sim indicadores concretos de desempenho”. Neste contexto, ferramentas de assistência ao processo, inteligência artificial e integração máquina-molde-robô assumem um papel crescente, contribuindo para reduzir a dependência do operador e aumentar a repetibilidade. SUSTENTABILIDADE E REGULAÇÃO MOLDAM O INVESTIMENTO A pressão regulatória europeia e a necessidade de incorporar materiais reciclados estão a redefinir prioridades no investimento. Rui Folhadela destaca uma “procura crescente por soluções que combinem desempenho técnico com eficiência energética e menor impacto ambiental”, num contexto em que os transformadores são obrigados a adaptar processos e produtos às novas exigências. Ao mesmo tempo, a sustentabilidade surge cada vez mais ligada à eficiência operacional — menos consumo de energia, menor desperdício e maior controlo do processo. UM MERCADO ASSIMÉTRICO E CONDICIONADO POR FATORES EXTERNOS A análise dos participantes evidencia também uma crescente assimetria no mercado nacional. Ricardo Reis, gestor operacional & marketeer na Jucatec, refere diferenças significativas entre regiões, com maior “O mercado não está a crescer em volume de máquinas, o que obriga os fornecedores a focarem-se cada vez mais em soluções complementares que ajudem os clientes a otimizar a produção, aumentar a eficiência e tirar maior partido dos equipamentos existentes” — Hugo Brito, diretor-geral da Equipack “A competitividade passa cada vez mais por processos estáveis, monitorizados e eficientes, onde a tecnologia não é um fim em si mesmo, mas uma ferramenta para produzir com qualidade, menor custo e menor impacto ambiental” — Tiago Coelho, gerente da AGI
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