BP28 - InterPLAST

12 TENDÊNCIAS NA INDÚSTRIA TECNOLOGIA AO SERVIÇO DA INDÚSTRIA A aceleração tecnológica mantém- -se em 2026 como um dos principais motores de transformação industrial. A maturidade crescente da Inteligência Artificial, a consolidação de modelos de cloud híbrida e multicloud e o reforço das exigências em cibersegurança estão a redefinir prioridades de investimento. De acordo com análises da Colt Technology Services, a IA entra numa fase em que o foco deixa de ser a experimentação e passa a centrar-se na geração efetiva de retorno. Após investimentos significativos, o desafio passa por integrar estas soluções nos processos industriais, assegurando ganhos mensuráveis de eficiência, fiabilidade e previsibilidade. A expansão do edge computing, impulsionada pela necessidade de processamento em tempo real e pela soberania dos dados, terá impacto particular em ambientes industriais, permitindo suportar automação avançada e monitorização contínua ao aproximar a capacidade de computação do chão de fábrica. Em paralelo, 2026 será marcado pela entrada em vigor de novos quadros regulatórios europeus, como o AI Act e o Cyber Resilience Act, com impacto significativo na indústria e exigindo uma abordagem mais estruturada à governação tecnológica, nomeadamente em sistemas de OT (Operational Technology). IMPACTOS NA INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS Para a indústria do plástico, 2026 deverá ser um ano de consolidação de tendências já em curso. A pressão para reduzir a pegada ambiental, aumentar a circularidade e responder a exigências regulatórias mais rigorosas mantém-se elevada. Neste contexto, a inovação em materiais, o ecodesign e a integração de dados ao longo do ciclo de vida do produto tornam-se fatores críticos de competitividade, sobretudo num ambiente marcado por custos energéticos e matérias-primas voláteis. DECIDIR EM CONTEXTO DE INCERTEZA Mais do que um ano de rutura, 2026 afirma-se como um ano de decisões exigentes. Como foi salientado no encontro do BCSD Portugal, sustentabilidade, tecnologia e inovação não são apenas temas para comunicar, mas prioridades que requerem execução coordenada entre empresas, governos e sociedade. Num ambiente marcado por crescimento moderado, disrupção tecnológica e pressão regulatória, a vantagem competitiva dependerá da capacidade de interpretar sinais, integrar diferentes dimensões da estratégia e transformar incerteza em ação informada. Para a indústria, construir resiliência, flexibilidade e visão de longo prazo deixa de ser opcional e passa a ser condição de sobrevivência. n

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