IMPRESSÃO 3D 51 IMPRESSÃO 3D COM POLÍMEROS DE ALTA PERFORMANCE: NOVA ERA PARA AS INDÚSTRIAS MAIS EXIGENTES Magda Silva, Leonor Calado, Renato Reis, Ana Barroso, Joana Silva, Filipa Carneiro Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) A impressão 3D, também conhecida como manufatura aditiva, tem vindo a destacar-se como uma das tecnologias mais inovadoras e promissoras dos últimos anos. A sua importância reside na capacidade de transformar processos de produção em diversas indústrias, desde a fabricação de peças complexas na engenharia e no setor aeroespacial até à criação de próteses personalizadas na área médica. Este avanço tecnológico permite a criação de objetos tridimensionais a partir de modelos digitais, adicionando material por camadas, o que contrasta com os métodos tradicionais de manufatura que geralmente envolvem a subtração de material [1]. A evolução da impressão 3D começou na década de 1980, com a invenção da estereolitografia por Charles Hull [2]. Desde então, a tecnologia avançou significativamente em termos de precisão, velocidade e variedade de materiais utilizados. Existem diversas tecnologias, cada uma com as suas características e aplicações específicas. Entre as principais, destacam-se a Stereolithography (SLA), comum na odontologia para a conceção de próteses e implantes dentários, a Selective Laser Sintering (SLS), mais comum em ambientes industriais devido à facilidade de produção de pequenas séries, a Selective Laser Melting (SLM), utilizada para o fabrico aditivo de metais, e a Fused Deposition Modeling (FDM), que se destaca devido à sua acessibilidade e versatilidade. O processo de FDM envolve a extrusão de um filamento termoplástico através de um bico aquecido que deposita o material, camada por camada, para formar o objeto pretendido. Este método é amplamente utilizado em diversos setores devido ao seu custo relativamente baixo e à possibilidade de utilizar uma vasta gama de materiais [3]. Nos dias de hoje, a impressão 3D não só permite a prototipagem rápida, mas também a produção em massa personalizada, a redução de desperdício de materiais, e a descentralização da produção, possibilitando que sejam fabricados a partir de qualquer lugar do mundo [3]. Na técnica de FDM, a termoplasticidade do filamento apresenta um papel crucial no processo [4]. Esta propriedade representa a capacidade de o material polimérico ser moldado quando é aquecido a determinada temperatura, o que facilita a ligação entre as várias camadas durante a impressão e depois, voltar ao estado sólido quando arrefece. Quando comparado com processos como a injeção ou extrusão, a variedade de materiais disponíveis comercialmente ainda é reduzida, e inclui essencialmente acrilonitrila butadieno estireno (ABS) e ácido polilático (PLA) (os dois mais
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