BM26 - InterMETAL

52 CHAPA AVANÇOS E CAMPOS DE BATALHA Um dos momentos cruciais para a Epalfer chegou em 2005, quando produziram a sua primeira ferramenta progressiva para um fornecedor automóvel de nível Tier 1. Foi a grande oportunidade da empresa: “construir essa primeira ferramenta progressiva não serviu apenas para demonstrar as nossas capacidades técnicas; serviu para gerar confiança”, recorda Eduardo. “O setor automóvel é exigente e há muito em jogo. Quando se trabalha com fornecedores Tier 1, não há margem para erros. Entregar essa ferramenta no prazo, com o nível de precisão exigido, abriu- -nos as portas. Colocou-nos no mapa”. Mas a história não terminou aí. Foi necessário enfrentar novos desafios, como a recessão económica que afetou duramente a indústria automóvel, como explica Eduardo: “lembro-me de estar sentado no nosso escritório com o Paulo, a tentar descobrir como iríamos manter o negócio à tona. Passámos noites em claro e tomámos decisões difíceis. Tivemos de racionalizar as nossas operações e descobrir como fazer mais com menos. Foi uma dura lição de flexibilidade, mas, no longo prazo, tornou-nos mais fortes. Aqueles tempos ensinaram-nos a importância de ser ágeis, inovar constantemente e nunca dar o sucesso como garantido”. SOFTWARE DE SIMULAÇÃO COMO MOTOR DO SUCESSO Os primeiros investimentos da Epalfer em tecnologia foram, sem dúvida, um catalisador do crescimento. Como quando decidiram investir no software AutoForm, uma ferramenta de simulação de última geração que lhes deu uma grande vantagem sobre os concorrentes: “naquela altura era uma decisão arriscada para uma pequena empresa como a nossa. O investimento foi significativo, mas permitiu-nos otimizar o design das ferramentas e racionalizar os nossos processos de produção de uma forma que antes era impossível. De repente, pudemos melhorar a qualidade dos produtos, encurtar os ciclos de desenvolvimento e reduzir os custos, o que nos permitiu oferecer preços mais competitivos”. Uma das principais vantagens da simulação é que permite ter conversas mais relevantes com os seus clientes. Perante perguntas técnicas específicas, como “Como se comportará o material nestas condições de tensão?” ou “Podemos otimizar a força de prensagem da chapa?”, a Epalfer é capaz de dar respostas concretas apoiadas pelos dados das simulações. “Este nível de detalhe melhora o processo de compra e reforça as nossas relações com os clientes”, afirma Eduardo. É TUDO UMA QUESTÃO DE TRABALHO EM EQUIPA Mas a simulação é apenas uma parte da história. No centro do sucesso da Epalfer está a experiência das suas equipas de engenharia e testes. Atualmente, empregam 95 pessoas “e cada uma delas contribui para que esta empresa funcione”, garantem os dois sócios. “Quando passamos das simulações digitais para os testes físicos, a nossa equipa garante que o processo seja o mais harmonioso possível”. Todas as ferramentas são testadas, ajustadas e aperfeiçoadas com atenção meticulosa aos detalhes, garantindo que o produto final atenda ou supere as expectativas do cliente. Processo de montagem de uma matriz progressiva. Transporte de uma matriz na oficina.

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