31 EVENTO O painel ‘Oportunidades para uma indústria de defesa moderna e inovadora em Portugal’ identificou a inovação e a tecnologia aplicada como “importantes pilares" para o posicionamento de Portugal na indústria da Defesa. Foto: AEP – Associação Empresarial de Portugal. José Manuel Fernandes, presidente do Conselho Geral da AEP, encerrou o evento. Foto: AEP – Associação Empresarial de Portugal. que “a intervenção direta do Estado deve ser reduzida ao mínimo indispensável” para que “as empresas construam as competências e capacidades, com rapidez e eficiência”. Alertou ainda para o cenário geopolítico: “a Rússia está a incrementar as suas capacidades defensivas e ofensivas, aumentando o armamento militar, já de si incomparavelmente superior ao da Europa” e podendo, segundo ele, “desencadear uma guerra de agressão contra um vizinho Estado-membro da União Europeia a partir de 2028, talvez antes”. Sem querer ser “excessivamente alarmista”, afirmou que “a Europa não precisa apenas de armas, munições e efetivos, precisa de ser ela a produzir, com total autonomia, os meios de que carece” e que “os investimentos europeus na indústria de defesa representam, pela sua escala, um verdadeiro plano de reindustrialização do continente”. O debate final sobre ‘Oportunidades para uma indústria de defesa moderna e inovadora em Portugal’ reforçou as intervenções, com Fernando Sousa a apontar que “Portugal já exportará 2,2 milhões de euros na área de Defesa” e a sublinhar que “temos de trazer [os militares] para estes debates”. Rafael Campos Pereira lembrou que “temos empresas licenciadas pelas forças armadas francesas” e desafiou a uma atuação conjunta para “chegarmos a centros de decisão, como a NATO, como cliente fundamental”. Paulo Rios de Oliveira, da AICEP, acrescentou a “vantagem de Portugal ser a porta de entrada na Europa”. Por fim, José Manuel Fernandes alertou para a necessidade de “redobrada atenção no controle da informação interna das empresas, por causa da inovação, que desperta interesse em todos os países”, indicando que “Portugal tem subido no ranking da inovação, somos um país cobiçado, vistos com muita atenção. Portanto, muita proteção em tudo o que é informação”. n
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