16 EVENTO A InConference 2025 reafirmou o papel do INEGI como ponte entre conhecimento e indústria, e deixou claro que a Inteligência Artificial já não é uma possibilidade futura — é uma realidade presente. mento foi apontada como crítica para acelerar a curva de adoção. REGULAÇÃO, SUSTENTABILIDADE E TALENTO: TEMAS INCONTORNÁVEIS A sustentabilidade emergiu como fator decisivo. Os intervenientes alertaram para o consumo energético da IA, mas também mostraram como a tecnologia pode gerar poupanças, por exemplo, ao reduzir desperdícios nas linhas de produção. A regulamentação, em particular o AI Act europeu, foi debatida com reservas. Se, por um lado, pode atrasar a inovação, por outro, é vista como necessária Pedro Rodrigues, presidente do Conselho Geral e de Supervisão do INEGI e vicereitor da Universidade do Porto, traçou o panorama de um mundo em rápida transformação, onde a IA se tornou “uma realidade palpável e presente nos diversos movimentos de atividade humana”. para garantir confiança e transparência nos sistemas. O consenso parece ser o de que a Europa legisla mais do que lidera — e Portugal deve posicionar-se como utilizador rápido e eficaz de soluções existentes. A retenção de talento foi outro ponto- -chave. Com uma elevada capacidade de formação, Portugal enfrenta dificuldades em manter os recursos humanos especializados. Programas de ‘upskilling’ e ‘reskilling’ foram defendidos como ferramentas essenciais para preparar a força de trabalho para uma nova era. CONCLUSÃO: O MAIOR RISCO É NÃO AGIR A tarde da conferência continuou com uma mesa-redonda dedicada ao ‘Roadmap para a Transformação’, com representantes de empresas como a Sonae Arauco, Inductiva.AI, DareData e BA Glass. As discussões reforçaram as mensagens da manhã: é tempo de agir, formar, adaptar e integrar a IA de forma responsável e pragmática. Como resumiu Tiago Sacchetti, da Bosch: “O maior risco hoje é não fazer nada.” Num mundo cada vez mais competitivo e automatizado, a integração inteligente da IA será determinante para a sobrevivência e o crescimento das empresas industriais portuguesas. n Tiago Sacchetti, diretor ibérico da Bosch Industry Consulting, reforçou a importância de especialização em nichos e da colaboração entre grandes grupos e PME.
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