PERFIL 20 nacionais de renovação energética como auxílio no acesso a fundos públicos e privados); e criação de emprego (desenvolvimento de novas tecnologias e dos ‘green jobs’). #STARTWITHTHEWINDOW Também Verena Oberrauch, presidente da EuroWindoor, enunciou os grandes desafios para 2025 na indústria das janelas em toda a Europa. Na visão da confederação que representa os interesses dos fabricantes europeus de janelas, portas e fachadas, as tendências de desenvolvimento atuais apontam o foco para a digitalização e inovação tecnológica, sustentabilidade e proteção climática, novas competências, materiais e métodos de construção inovadores e construção residencial e infraestruturas. Sublinhando que o Green Deal passou de um plano ambicioso a um quadro regulamentar em progresso, com o lançamento pela UE de muitas novas iniciativas regulamentares e programas políticos, Verena Oberrauch acredita que desta evolução resultam oportunidades para o setor das janelas: a nível da revisão da Diretiva EPBD, “garantir que as janelas continuam na ordem do dia e são vistas como um produto positivo que pode contribuir para a eficiência energética, bem como para o conforto e o bem-estar”, e criar o lema ‘quando renovar, comece pelas janelas’; e a nível do novo Regulamento dos Produtos de Construção (RPC), “dar contributos à Comissão Europeia sobre questões de implementação, contribuir para os esforços de normalização e informar a indústria sobre as próximas alterações, fomentando o esclarecimento”. Mas que oportunidades e desafios pode a EPBD representar para o setor das janelas? O mercado da renovação está a crescer fortemente devido aos MEPS (Minimum Energy Performance Standards), explica a responsável. Até 2033, cerca de 1/3 do parque deverá ser modernizado, com 50% do potencial total de poupança. Por outro lado, o abandono dos combustíveis fósseis no parque imobiliário até 2050 (neutro para o clima) torna necessária a modernização da envolvente dos edifícios. As janelas atuais já são adequadas para edifícios com emissões zero, diz Vera Oberrauch, mas para o cálculo do potencial de efeito de estufa do ciclo de vida dos novos edifícios têm de ser identificados e comunicados indicadores ambientais para os produtos. No que respeita ao RPC, o setor das janelas e fachadas continuará a ser regido por múltiplos grupos de produtos ao abrigo deste regulamento, garante a presidente da EuroWindoor, comentando “isso não mudará”. A nova e a ‘antiga’ versões serão aplicadas em paralelo durante um período de transição gradual, com os novos requisitos a entrarem em vigor assim que as normas dos produtos estiverem harmonizadas de acordo com o RPC, detalha. Este processo envolve peritos nacionais dos Estados-Membros da UE e tem como objetivo a revisão dos grupos de produtos e das normas. Estão a ser recolhidos todos os requisitos dos países membros para os vários grupos de produtos. O pedido de normalização para janelas e portas está previsto para meados de 2025, abordando temas como a avaliação da transmissão térmica e a determinação dos valores U pelo fabricante ou pelo organismo notificado. Está também em curso uma via rápida para o vidro e as paredes-cortina, avança a responsável. Em jeito de reflexão, a presidente da EuroWindoor questiona em que medida o futuro do setor das janelas se deve concentrar na renovação. Vera Oberrauch não tem dúvidas: a substituição de janelas por estruturas modernas oferece muitos benefícios
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