BJ23 - Novoperfil Portugal

PERFIL 19 Alertando que “não se entende que o apoio às janelas eficientes fique de fora dos programas e medidas de apoio a executar nos próximos anos”, o presidente garante que a ANFAJE continuará a apresentar propostas ao Governo e aos Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República que incluam apoios à instalação de novas janelas eficientes. O objetivo é defender “uma política ambiciosa de melhoria do conforto e da eficiência energética das habitações em Portugal”. Num quadro de incerteza política, João Ferreira Gomes elogia “a boa situação do investimento imobiliário privado e da execução dos investimentos no âmbito do PRR na área da melhoria da eficiência energética do edificado público”. No atual contexto, as empresas do setor “devem continuar a abraçar as oportunidades relativas às novas exigências de redução dos consumos energéticos, à melhoria da eficiência energética dos edifícios, às questões da sustentabilidade e da economia circular, ao aumento da qualidade e dos requisitos relativos à instalação de janelas eficientes e a todos os desafios relacionados com a Economia 4.0 e a Inteligência Artificial”, concluiu. Numa intervenção intitulada ‘A Nova Diretiva EPBD: O que Muda em 2025?’, Tiago Mota, da ADENE – Agência para a Energia, apresentou as principais disposições da Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios (UE) 2024/1275: normas mínimas de desempenho energético para edifícios não residenciais; trajetórias para uma renovação progressiva do parque imobiliário residencial; energia solar nos edifícios; edifícios com emissões nulas; passaporte de renovação; certificados energéticos; plano nacional de renovação de edifícios; financiamento, assistência técnica e balcões únicos de desempenho energético; e potencial de aquecimento global. Num contexto europeu em que o setor dos edifícios é um dos consumidores de energia com maior dimensão na europa (42%) e responsável por mais de 1/3 de emissões relacionadas com esse consumo, realidade que em Portugal se traduz num setor que consome 33% do consumo de energia final e emite 5,4% e 18% das emissões totais de GEE (âmbito 1 e âmbito 2, respetivamente), o responsável da ADENE sublinhou que, no nosso país, 63% do consumo de energia é proveniente de fontes renováveis. Avaliando “as áreas de foco” da EPBD 2024 [Renovação, Descarbonização, Framework (certificados, passaportes, financiamento, etc.) e Modernização], Tiago Mota concluiu que os principais desafios são a modernização do parque imobiliário (80% dos edifícios apresentam classes energéticas C ou piores); o custo da renovação (criação de incentivos financeiros e utilização de mecanismos de apoio); e a capacidade do setor da construção (formação de profissionais no setor, mão de obra altamente qualificada). Já as maiores oportunidades estão no combate à pobreza energética (renovação dos edifícios mais antigos e ineficientes para melhorar significativamente a qualidade de vida, especialmente para as populações vulneráveis); incentivos financeiros e novos mercados (planos

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