BI346 - O Instalador

64 DIGITALIZAÇÃO E CONTROLO DE EDIFÍCIOS INTELIGENTES Infocontrol: O futuro da gestão de edifícios e a cibersegurança No atual paradigma da transição energética e da transformação digital, os edifícios deixaram de ser meras estruturas passivas para se tornarem ecossistemas dinâmicos e interconectados. Paralelamente, a digitalização traz consigo a responsabilidade da cibersegurança. José Mendes, gestor de produto SACE (GTC) na Infocontrol A diretiva NIS 2 vem reforçar a necessidade de proteger as infraestruturas críticas. Nos edifícios modernos, onde a OT (Tecnologia Operacional) e a IT (Tecnologia da Informação) se fundem, a resiliência dos sistemas de controlo é vital para garantir a continuidade do negócio e a proteção de dados sensíveis. Segundo o relatório “Riscos e Conflitos” do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), com a 6.ª edição publicada em setembro de 2025, o número de incidentes registados pelo CERT.PT aumentou 36% em 2024 atingindo os 2 758 incidentes, e aproximadamente 78% dos incidentes registados pelo CERT. PT ocorreram em entidades privadas. A norma IEC 62443-4-2 define quatro níveis: SL1 (violações casuais), SL2 (ameaças simples), SL3 (ataques sofisticados) e SL4 (recursos estatais). A lógica da NIS 2 é simples: se o edifício for “essencial“ou”importante”, o SACE (Sistemas de Automatização e Controlo de Edifícios) não pode ser uma “porta aberta”. QUAIS OS EDIFÍCIOS CONSIDERADOS “INFRAESTRUTURA CRÍTICA” NA ÓTICA DA NIS 2? • Gestão de Energia: Sedes de distribuidoras, centros de controlo de redes elétricas ou gás e armazenamento de energia. • Transportes: Terminais aeroportuários, estações ferroviárias, portos e centros de logística estratégicos. • Saúde: Hospitais, centros de investigação médica e laboratórios farmacêuticos.

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