BI346 - O Instalador

58 CLIMATIZAÇÃO O setor térmico está na primeira linha para resposta às novas necessidades e exigências energéticas dos edifícios Sem as melhorias na eficiência energética ao longo dos últimos 20 anos, o consumo de energia da União Europeia (UE) seria hoje cerca de 27% superior. Apesar das vantagens inegáveis da eficiência energética e dos progressos alcançados, persistem vários desafios. Estes impedem o progresso no sentido do objetivo de eficiência energética para 2030, que consiste em reduzir o consumo final de energia em 11%. Estão a ser desenvolvidas soluções tecnológicas para responder com a maior capacidade ao desafio extremamente exigente que se coloca ao Setor e às empresas. As bombas de calor oferecem simultaneamente capacidades de aquecimento e arrefecimento. Além disso, os sistemas de bombas de calor podem capturar o calor residual gerado durante o arrefecimento A redução do consumo de energia, em consonância com o princípio da prioridade à eficiência energética e a utilização de energia proveniente de fontes renováveis no setor dos edifícios constituem medidas importantes necessárias para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a pobreza energética. Por ausência de regulamentação específica, os edifícios em Portugal não foram desenhados para suportar extremos térmicos. Melhorar o desempenho energético dos nossos edifícios é bom para o clima e é bom para os nossos cidadãos. Uma casa mais eficiente significa contas de energia mais baixas e melhor qualidade de vida. Nuno Roque, Diretor-Geral da APIRAC ou ventilação e reutilizá-lo para fins de aquecimento, incluindo aquecimento de espaços e fornecimento de água quente. Esta abordagem integrada permite a descarbonização total e reduz os custos de eletricidade devido à elevada eficiência energética destas tecnologias. Do ponto de vista ambiental, as Bombas de Calor serão a forma mais económica e neutra para efeitos de aquecimento e arrefecimento, embora se apresentem ainda como investimento dispendioso para os consumidores. As bombas de calor constituem, assim, um forte argumento para que Portugal continue a apostar numa estratégia baseada em fontes de energia renovável rumo a uma economia neutra em carbono. Mas a este respeito, medidas intermitentes de apoio ao investimento para aquisição de equipamentos eficientes do ponto de vista energético não são impactantes. "As bombas de calor constituem um forte argumento para que Portugal continue a apostar numa estratégia baseada em fontes de energia renovável rumo a uma economia neutra em carbono"

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