BF1 - iALIMENTAR

68 ROTULAGEM é o consumidor. Hoje, e ainda mais impulsionado por todo o impacto que a pandemia teve junto deste elo da cadeia alimentar, é imperativo que os operadores da cadeia alimentar tenham acesso a ferramentas que os ajudem a melhorar a informação que prestam ao consumidor. Este guia é um claro exemplo de um instrumento técnico que os ajuda neste processo”. Uma opinião partilhada pela APED que sublinha que o guia vem acrescentar valor ao disponibilizar um conjunto de informações essenciais, concisas e fide- dignas que permitem a compreensão dos rótulos dos géneros alimentícios. Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, refere que o consumidor de hoje “temuma facilidade enorme de aceder a informação, nomeadamente online, mas infelizmente também existem muitos conteúdos disponíveis que são bastante erróneos. É por isso que é fundamental que possa assim aceder, com este guia a informação simples, clara, precisa, harmonizada e credível”. Gonçalo Lobo Xavier acrescenta que “o setor do retalho alimentar, enquanto elo da cadeia alimentar mais próxima do consumidor, templena consciência sobre o quanto a rotulagem alimentar é uma ferramenta fundamental para que os consumidores realizemas esco- lhas mais adequadas no momento da compra. E neste sentido, sabemos o quanto este Guia poderá ajudar os consumidores a desenvolver a sua literacia alimentar, a qual revela ser um instrumento chave na prevenção de determinadas doenças, como será o caso da Diabetes e das doenças cardiovasculares”. CONTEÚDOS SIMPLIFICADOS Para que cumpra a sua finalidade de apoiar os agentes do setor alimentar, desde a indústria ao retalho, este docu- mento tem por base uma linguagem simples, com recurso a esquemas faci- litadores e exemplos. Está dividido em seis áreas: 1) 'menções obrigatórias' que, e como, devem constar nos géne- ros alimentícios; 2) 'rotulagem nutricional', área que abrange tópicos como a declaração nutricional e declaração voluntária de dose de referência; 3) 'rotulagem de origem', que aborda temas como a rotulagem de ori- gem do ingrediente primário; 4) 'rotulagem de alergénios'; 5) 'informaçãopara nãopré-embalados'; 6) capítulo dedicado a 'outras ques- tões', como a data de congelação e informação sobre recongelação e descongelação. “A forma como os conteúdos estão organizados vem ajudar a clarificar a complexidade da legislação com a qual os operadores do setor se depa- ram. A informação que consta de uma embalagem obedece a regras e cri- térios restritos e que resultam de um trabalho técnico muito especializado - que passa até despercebido ao con- sumidor – desenvolvido por equipas multidisciplinares que integramprofis- sionais especializados em áreas como a regulação, nutrição, design, marke- ting”, explica Pedro Queiroz, da FIPA. Neste ângulo, a APED destaca, igual- mente, a forma como esta ferramenta facilita e otimiza o papel informativo e pedagógico para os operadores do retalho. “Os nossos associados são dia- riamente abordados nas lojas pelos clientes com dúvidas sobre a infor- mação disponível nos rótulos, pelo que este guia é uma orientação exce- lente que apresenta toda a informação fundamental compilada num único

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